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domingo, agosto 28, 2016

Difícil

Vencemos ontem na Choupana o Nacional por 3-1, mas o jogo foi bem mais complicado do que o resultado deixa antever, até porque só marcámos o terceiro golo já na compensação.

Tivemos uma excelente notícia logo na convocatória que foi a recuperação do Jonas e portanto estava um pouco mais optimista para esta partida. O melhor marcador do campeonato passado entrou directo para o onze, saindo o Cervi, e o Jiménez também jogou em vez do Mitroglou. Entrámos bem na partida, com boas trocas de bolas, mas o Nacional criou perigo logo de início num remate fora da área defendido a soco pelo Júlio César. Nós tivemos igualmente um par de remates do Jonas e Fejsa que saíram sem direcção até marcarmos aos 17’ num livre para a área do Pizzi, com uma péssima saída do Rui Silva, que socou a bola contra o Ghazal que a fez entrar na baliza. Foi um golo de sorte, mas a nossa vantagem começava a justificar-se. Até ao intervalo, destaque para um livre Agra com algum perigo, mas que passou por cima, e para uma boa jogada nossa culminada com um remate do Grimaldo às malhas laterais.

Na 2ª parte, ainda entrámos melhor e tivemos três excelentes oportunidades: remates do Salvio ao poste e do Jiménez e Jonas à figura do guarda-redes, quando estavam ambos em óptima posição e só com ele pela frente. Perdíamos excelentes ocasiões para fecharmos o jogo e estava mesmo a ver-se o que iria acontecer: empate do Nacional aos 64’ num cabeceamento do Tobias Figueiredo (emprestado pela lagartada) num canto, já depois de um livre do Agra ter sido defendido para a frente pelo Júlio César. Estava a ver a nossa vida andar muito para trás. O Rui Vitória resolveu lançar o Celis e o Carrillo para os lugares do apagado André Horta e do muito complicativo Pizzi e, dois minutos depois de estar em campo, aos 69’, o peruano voltou a colocar-nos em vantagem depois de uma excelente abertura do Jiménez para o Salvio, que centrou para a área e o Carrillo tirou um adversário da frente (ia-me dando um AVC, porque estava a ver que seria desarmado) e rematou em força. Até final, o Nacional não conseguiu criar mais perigo e até acabou a jogar com 10, porque o Ghazal saiu lesionado quando o Manuel Machado já tinha feito todas as substituições. Aos 92’, acabámos com o jogo, na primeira vez em que o Jiménez ficou isolado frente ao guarda-redes e marcou golo (assim de cabeça, lembro-me de umas seis vezes anteriores onde nunca o conseguiu). Aliás, todo o mérito para o mexicano, que foi ganhar a bola a um defesa para se isolar.

Em termos individuais, gostei (finalmente!) do Salvio, que parece estar mais confiante e consequentemente a subir de produção, e do Lindelöf, com cortes importantíssimos na defesa. O Jonas está longe da sua forma habitual, mas a equipa joga automaticamente melhor com ele em campo. O Pizzi teve o condão de tomar quase sempre as piores opções e já devia ter consciência que não consegue ganhar lances em velocidade aos defesas. O André Horta quase nem se viu, ao invés do Fejsa que parece que está em todo o lado. O Carrillo continua lento demais para meu gosto, mas marcou um golo decisivo, e o Jiménez foge demasiado da área para um ponta-de-lança do Benfica (prefiro de longe o Mitroglou), mas acabou por ser decisivo em dois dos golos.

O campeonato irá agora para por causa das selecções e era essencial ganhar este jogo até porque nesta jornada iria haver um lagartada-CRAC. O resultado que eu mais gostaria era um empate, mas a lagartada ganhou 2-1 e portanto está isolada na frente do campeonato connosco a dois pontos.

sexta-feira, agosto 26, 2016

Sorteio da Liga dos Campeões

BENFICA
Nápoles
Dínamo Kiev
Besiktas

Não tivemos um sorteio nada favorável na Champions. Historicamente não temos muita sorte com as equipas italianas (apesar de termos eliminado este mesmo Nápoles na época do Quique e da eliminatória épica com a Juventus há dois anos) e vamos defrontar outros dois campeões nacionais: o ucraniano (com a agravante de a viagem ser longa) e o turco (uma das mais fortes equipas do pote 4). É um grupo muito equilibrado, onde tanto podemos ficar em primeiro como em último. O único aspecto positivo foi a ordem os jogos, porque começamos em casa frente ao Besiktas e terminamos também em casa com o Nápoles. Ou seja, é obrigatório começar com uma vitória e temos o último jogo em casa frente ao adversário mais forte, que eventualmente pode já estar apurado nessa altura. E, se tiver que se decidir tudo nesse jogo, é enchente pela certa e a Luz pode fazer a diferença.

P.S. – O CRAC teve a vaca habitual nos sorteios. Depois de lhe ter calhado a (teórica) fava no play-off com a Roma, esta transformou-se em brinde com três expulsões(!) nos dois jogos. Claro que se apuraram, para depois calharem num grupo com Leicester, Brugge e Copenhaga! A sério?! Podem já reservar os oitavos, nem é preciso cansarem-se a jogar! Quanto à lagartada, estando no pote 3, vai defrontar o Real Madrid, Borussia Dortmund e Legia Varsóvia. Não terá hipóteses nenhumas de seguir em frente, mas ao menos tem a Liga Europa garantida.

segunda-feira, agosto 22, 2016

Desilusão

Empatámos em casa com o V. Setúbal (1-1) e perdemos os primeiros pontos na Liga logo na 2ª jornada. Depois de duas épocas inteiras onde só não conseguimos ganhar aos outros dois grandes, voltámos a ceder perante equipas que não são do nosso campeonato. E as coisas até poderiam ter sido piores, porque estivemos perder até oito minutos do final.

Em relação ao Tondela, o Rui Vitória tirou o Gonçalo Guedes e colocou o Salvio, passando o Pizzi para o meio. Não achei nada bem esta opção, porque ter um só avançado num jogo em casa frente a um adversário inferior parecia-me manifestamente pouco. E assim se confirmou, porque na 1ª parte só tivemos duas verdadeiras oportunidades em cabeceamentos do Mitroglou e do Pizzi, que o Bruno Varela defendeu bem.

Na 2ª parte, continuámos a demonstrar os mesmos defeitos da primeira, ou seja, muita lentidão de processos que não nos permitia desposicionar a defesa adversária. Isto deveu-se muito ao facto de os extremos (Salvio e Cervi) terem feito exibições fraquíssimas. A Luz com 56351 espectadores (havia lotação esgotada, mas muitos red pass terão ido de férias) começava a desesperar e ainda pior ficou quando, aos 66’, o V. Setúbal se colocou na frente com um livre para a área (depois de uma falta desnecessária do entretanto entrado Jiménez), desviado de cabeça pelo Frederico Venâncio. Logo a seguir, o Jiménez só não igualou, porque o Varela voltou a defender. Pressionámos e atacámos muito, com o Carrillo (que também tinha entrado) a rematar muito ao lado, quando estava na marca de penalty. O Rui Vitória apostou tudo com a entrada do Gonçalo Guedes para o lugar do Nelson Semedo e, na primeira vez que tocou na bola, o nº 20 foi derrubado indiscutivelmente na área aos 82’. O Jiménez marcou o penalty da forma habitual, com paradinha e a desviar ligeiramente do guarda-redes (pessoalmente detesto esta maneira de marcar, porque se o guarda-redes adivinha o lado, defende facilmente). Até final, poderíamos perfeitamente ter ganho, numa recarga de Lindelöf à barra com a baliza escancarada, depois de o Varela ter defendido para a frente um livre muito bem marcado pelo Grimaldi.

Em termos individuais, o André Horta foi de longe o melhor na 1ª parte, mas desapareceu completamente na 2ª. O Fejsa foi o pronto-socorro habitual, mas já se sabe que construir não é com ele. Todos os outros estiveram muito sofríveis, com os extremos, como já referi, a estarem particularmente maus. Parece-me evidente que o Pizzi não pode jogar como segundo avançado em jogos caseiros perante equipas do meio da tabela ou inferior.

Foi um balde de água fria com o qual não contávamos. Mas, de facto, a nossa exibição deixou muito a desejar. O Jonas faz imensa falta e era o pior jogador para ficar lesionado. É fundamental ganhar na Madeira ao Nacional para a semana para aproveitarmos o facto de os outros dois irem jogar um com o outro.

P.S. – A arbitragem do sr. Manuel Oliveira foi lamentável. Pactuou indecentemente com as supostas lesões do adversário e só deu 4’ de descontos no final. Além de que houve uma série de faltas não assinaladas a nosso favor. Apesar de não haver lances decisivos (penalties, foras-de-jogo ou golos anulados), todos nós sabemos como se condiciona uma partida.

domingo, agosto 14, 2016

Primeira

Vencemos em Tondela por 2-0 e pelo terceiro ano consecutivo começámos o campeonato a ganhar. Isto pode parecer irrelevante, mas dado que antes disso estivemos nove anos(!) sem triunfar na 1ª jornada não deixa de ser de assinalar. Foi uma partida bastante complicada em que só selámos a vitória no tempo de compensação.

Com o Jonas operado ao tornozelo, foi o Gonçalo Guedes que entrou para o seu lugar. O jogo principiou muito rápido, praticamente com parada-resposta e criámos duas oportunidades pelo Mitroglou e Luisão. Logo a seguir, só não ficámos a perder porque o cabeceamento do Hélder Tavares saiu ao lado com o Júlio César batido. A meio da 1ª parte, o Luisão começou com problemas físicos e teve de ser substituído pelo Lisandro. Perto da meia-hora assistimos àquele que será certamente o desarme do campeonato, com o Grimaldo a conseguir, por trás(!), cortar a bola ao Crislan, que estava isolado. O Tondela estava a conseguir equilibrar, mas chegámos à vantagem aos 39’ num óptimo cabeceamento do Lisandro depois de um livre bem marcado pelo Pizzi. Até ao intervalo ainda tivemos mais duas boas ocasiões pelo Grimaldo num livre e num remate do Cervi muito por cima, quando estava em boa posição.

Na 2ª parte não fomos tão dominadores como em boa parte da 1ª, mas mesmo assim tivemos algumas oportunidades: um remate do Gonçalo Guedes bem defendido, um cabeceamento do Grimaldo e um remate do Mitroglou que ressaltou num defesa. No entanto, o Tondela esteve muito perto de empatar com o Júlio César a defender com o pé um remate do isolado Crislan e num lançamento lateral para a área que por pouco não foi desviado para a nossa baliza. Já em tempo de compensação, num contra-ataque, o André Horta passou por três adversários e rematou com muita força para o meio da baliza, mas o guarda-redes felizmente atirou-se para a esquerda e a bola quase ia furando as redes.

Em termos individuais, o André Horta merece destaque porque foi o melhor na 1ª parte e, embora tenha descido na 2ª, marcou o segundo golo. No sentido contrário, o Gonçalo Guedes esteve muito discreto na 1ª e subiu exponencialmente na 2ª. O Pizzi só acertou o centro do primeiro golo, mas foi importante na manobra do meio-campo. A defesa revelou alguma intranquilidade, com o Nélson Semedo muito fraco e confesso que não sou nada fã do Lisandro (faz quase tudo sempre em esforço e às vezes é batido de forma infantil), apesar de ter marcado um bom golo. O Lindelof ainda não está em plena forma e o Grimaldo é bastante melhor ofensiva do que defensivamente (mas lá que fez o desarme do campeonato, lá isso fez). O Cervi voltou a fazer um jogo muito discreto (espero que o Braga não tenha sido a excepção à regra).

A exibição não foi a ideal, mas conseguimos o mais importante. Não nos podemos esquecer que temos muitos lesionados (para além do Luisão, o Júlio César também acabou o jogo tocado, veremos se recupera para a semana), alguns deles que foram essenciais na época passada. É natural que a equipa melhore nos próximos jogos e esperemos que assim seja.

quarta-feira, agosto 10, 2016

Sempre a somar

Vencemos no domingo o Braga por 3-0 e conquistámos a sexta Supertaça do nosso historial. Há que dizer, a bem da verdade, que o resultado é um pouco exagerado face ao que se passou, mas a justeza da nossa vitória não pode ser posta em causa.

Não poderíamos ter entrado melhor, com uma jogada genial do Cervi aos 10’ de que resultou o primeiro golo. Continuámos na mesma toada e os primeiros 20 minutos foram todos nossos. Atirámos uma bola ao poste pelo Nélson Semedo (desviada por um defesa) e o André Horta teve igualmente uma boa chance, mas rematou de primeira ao lado. A partir de metade da 1ª parte, o Braga equilibrou e foi a vez de o Júlio César entrar em acção, com duas ou três defesas que mantiveram a nossa vantagem até ao intervalo.

A 2ª parte começou como tinha acabado a primeira, com o Braga mais em jogo, embora só tenha criado duas verdadeiras oportunidades: uma saída do Júlio César aos pés do Rafa e um falhanço incrível deste já depois de ter passado pelo nosso guardião. Nós tentávamos controlar a partida, mas era preciso claramente mais alguém para o meio-campo, até porque o Fejsa não dá para tudo. Curiosamente foram dois dos jogadores que menos tinham estado em evidência até então que fabricaram o nosso segundo golo: excelente abertura do Pizzi a isolar o Jonas que, perante o Marafona, não perdoou. Estávamos no minuto 75 e em princípio estaríamos a dar a machadada final na partida. Logo a seguir entrou o Samaris e eu pensei que o Braga não mais chegaria à nossa baliza. Puro engano! Duas desconcentrações defensivas nossas fizeram com que o adversário criasse muito perigo (remate em arco ao lado do Mauro e chapéu do Hassan que passou por cima), mas aos 92’ selámos de vez a vitória com um chapéu magistral do Pizzi, depois de o Jiménez, mais uma vez, não ter conseguido bater o guardião contrário quando estava isolado, com a bola a sobrar para o nº 21.

Em termos individuais, o Pizzi acabou por ser decisivo para a vitória, o que não deixa de ser curioso porque até à assistência para o Jonas estava a fazer um jogo muito sofrível. Ainda fora de forma também está o Jonas, o que felizmente não o impede de molhar o bico. O André Horta esteve muito discreto na 1ª parte, mas subiu exponencialmente na 2ª. O Luisão também está em crescendo e eu fico muito contente por ainda podermos contar com o nosso capitão na sua plenitude. O Nélson Semedo foi outro que jogou muito bem, assim com o Cervi que marcou um golão, ficou cheio de confiança para o resto da partida e ainda ajudou imenso a defender. Se foi para isto que ele não mostrou nada nos particulares até agora, por mim tudo bem…!

Foi uma óptima viagem a Aveiro culminada com a conquista de mais um troféu. O resultado não reflecte as dificuldades que tivemos, mas é o que fica para a história. E, sinceramente, gostei bastante de alguns períodos da nossa equipa. Veremos como a equipa estará no próximo fim-de-semana, sabendo-se que é fundamental começar bem o campeonato, até para começar a marcar o ritmo logo desde início. Porque, dos três candidatos, aparentemente nós somos o que tem as coisas mais estabilizadas.

P.S. – Arbitragem inacreditável do sr. João Capela, com uma dualidade de critérios gritante (connosco era sempre falta e ao contrário raramente) e uma gestão disciplinar risível (alguns dos amarelos nem falta eram!).

segunda-feira, agosto 01, 2016

Derrota em Lyon

Perdemos frente ao Lyon por 2-3 no último jogo antes da Supertaça. Apesar do resultado desfavorável, até foi dos jogos em que eu mais gostei de ver o Benfica até agora. Especialmente no início da 2ª parte, apresentámos bom futebol em casa de um adversário de Liga dos Campeões.

A partida principiou em bom ritmo e os franceses fizeram o 0-1 aos 19’. No entanto, pouco depois aos 22’ o Grimaldo marcou um golão de livre. Mas a igualdade não demorou muito tempo, porque o Samaris e o Celis esqueceram-se de acompanhar quem vem do meio-campo e entra na área, e aos 26’ aconteceu o 1-2. Três minutos depois, o Celis voltou a ter uma paragem cerebral e fez um penalty escusadíssimo, que o Lacazette (alguém que já nos safou de boa no passado) aproveitou para fazer o 1-3, com o Júlio César quase a defender. No início da 2ª parte, lá tivemos o nosso melhor período e diminuímos a desvantagem aos 52’ numa cabeçada do André Almeida, que saiu lesionado porque foi praticamente agredido pelo guarda-redes. Aliás, houve pelo menos mais duas entradas de adversários que deveriam ter visto o vermelho. Que caceteiros! Até final, o Luisão de cabeça poderia ter igualado, mas o guarda-redes conseguiu defender.

O André Almeida estava a ser dos melhores quando o lesionaram no golo. Uma boa notícia é que parece que o Luisão está a subir, bem acompanhado pelo Lindelof, sempre muito rápido. O Grimaldo vai ser titular pelo menos nos primeiros tempos e até livres sabe marcar. Quanto aos menos, o Celis teve um jogo desastrado e não me parece de todo uma opção válida para metade da época (o tempo que o Fejsa, infelizmente, há-de estar indisponível). Já vimos qualquer coisa do Cervi, logo no reinício do jogo, mas quanto ao Carrillo continua praticamente na mesma (devagar e parado). O Danilo estreou-se e, apesar de não ter estado muito tempo em jogo, gostei bastante do que vi: sentido de colocação, capacidade de desarme e sem receio de conduzir a bola para a frente.

Teremos agora uma semana até ao encontro frente ao Braga. Espero que alguns dos lesionados recuperem para que possamos atacar em força mais um troféu.

quinta-feira, julho 28, 2016

Torino na Eusébio Cup

Perdemos com o Torino nos penalties (5-6) depois de uma igualdade (1-1) nos 90’ e, pelo quarto ano consecutivo, a Eusébio Cup não fica em casa. Estamos muito beneméritos neste troféu, mas toda a gente se lembrou que, como nos três anos anteriores conquistámos o tri, pode ser que isto seja bom prenúncio para o tetra.

Esta partida estava carregada de simbolismo pelo que que passou a 4 de Maio de 1949, com o desastre de avião na Basílica de Superga que vitimou toda a comitiva do Gran Torino, tetracampeão italiano, que tinha acabado de defrontar o Benfica no dia anterior, por ocasião de uma homenagem ao nosso jogador Francisco Ferreira. Numa altura em que ainda não havia competições europeias, a nossa vitória por 4-3 foi um grande feito, mas o que se passou no dia seguinte ensombrou obviamente tudo o resto e foi uma das maiores tragédias de sempre do futebol mundial. Por todas estas razões, saúda-se calorosamente a ideia de convidar o Torino para a Eusébio Cup, porque uma grande equipa só tem grandeza se souber honrar a sua história. E, felizmente, nós sabemo-lo.

Em termos de futebol, ao contrário da partida frente ao Wolfsburgo, nesta estivemos uns furos abaixo. Marcámos logo aos 12’, num frango do guarda-redes do qual resultou um autogolo do Vives, mas este bom arranque inicial não teve seguimento no resto do jogo. O Torino empatou aos 32’ num livre do Ljajic (aplaudido, num gesto bonito, por grande parte do estádio). Apesar de ser um pouco longe da área e a bola ter sido bem colocada, acho que o Paulo Lopes poderia ter sido mais rápido a fazer-se ao lance. Na 2ª parte, destaque para dois remates mal enquadrados do Jiménez, quando estava em boa posição em ambas as ocasiões.

O Nelson Semedo e o André Horta, que tinham estado em evidência em encontros anteriores, mostraram-se muito discretos desta vez. Continuo a não ver nada do Cervi que justifique tanto entusiasmo aquando da sua contratação. Ao invés, o Carrillo, que entrou na 2ª parte, lá começou a mexer-se um pouco mais do que anteriormente e a sua produção subiu de maneira lógica. Assustei-me com o facto de o Jardel nem sequer estar no banco (é imprescindível que fique no plantel!), mas foi por causa de uma lesão. O Luisão, um dos poucos a jogar os 90’, subiu em relação a jogo anteriores.

Teremos mais um jogo contra o Lyon antes da Supertaça. Será o momento para vermos qual dos jogos foi uma excepção: se este ou se o frente ao Wolfsburgo.

P.S. – Voltando ainda à tragédia de Superga, em Itália decidiu-se que as equipas que defrontariam o Torino nas quatro jornadas até final do campeonato desse ano jogariam com os juniores por uma questão de respeito, já que o Torino não tinha outra hipótese que não alinhar com eles. Mas o Torino também estava envolvido na primeira edição da Taça Latina em 1949 (que viria a ser ganha por nós na época seguinte), em que se defrontavam os campeões de Portugal, Itália, Espanha e França. Nas meias-finais, cabia-lhe defrontar o campeão português desse ano. E hoje em dia ainda se encontra esta pérola num site da internet ligado a esse clube: “Foi pois num clima de alguma hostilidade, resultante também de uma natural solidariedade e simpatia despertada pelos italianos, que o Sporting garantiu o seu lugar na Final.” Convinha era contar a história completa e acrescentar que a essa “hostilidade” não será alheio o facto de, demonstrando grande espírito competitivo e vontade de vencer, ter sido o único clube que não teve problemas em alinhar com a sua equipa principal (onde pontificavam os cinco violinos) perante os juniores do Torino... Que grandeza...!

segunda-feira, julho 25, 2016

Melhorias

Vencemos o Wolfsburgo por 2-0 na melhor exibição da pré-temporada, que curiosamente surgiu perante o adversário mais difícil até agora. Os golos aconteceram na 2ª parte, mas já na 1ª tínhamos dado mostras de alguma dinâmica, com boas combinações atacantes.

Na equipa que iniciou o jogo, destaca-se a aposta no André Horta e no Cervi, mas enquanto o português foi dos melhores em campo (fabuloso o passe a desmarcar o Gonçalo Guedes para este assistir o Mitroglou para o 1-0 aos 63’), o argentino, apesar do bom toque de bola, ainda não estará adaptado (espero que seja só isso, porque por enquanto ainda não vi nada de especial...). Outro que se exibiu a bom plano foi o Gonçalo Guedes, no papel de segundo avançado. A 2ª parte ainda foi melhor do que a primeira, com o Salvio também a parecer regressar à forma que lhe reconhecemos e o Jonas, a entrar a meio do segundo tempo, mas ainda a tempo de fazer o 2-0 numa recarga a um remate do Jiménez aos 90’. Um jogador que eu espero sinceramente que comece a mostrar mais qualquer coisa é o Carrillo. Quarto jogo do Benfica, quarto jogo em que utilizou duas velocidades: devagar e parado. Bem sei que passou muito tempo sem jogar, mas isto está a começar a ser ridículo...

Neste 4ª feira, teremos a apresentação aos sócios na Eusébio Cup frente ao Torino. Será uma boa oportunidade para confirmar ao vivo esta subida de produção da equipa.

quinta-feira, julho 21, 2016

Derrota em Sheffield

No primeiro jogo do estágio em Inglaterra, averbámos a primeira derrota em casa do Sheffield Wednesday (0-1), uma equipa da II Liga inglesa, treinada pelo Carlos Carvalhal. Foi uma partida disputada num ritmo mais elevado do que as anteriores, em que voltámos a estar melhor na 2ª do que na 1ª parte.

Sofremos o golo logo aos 22’, num lance em que o avançado passou muito facilmente pelo Luisão e depois bateu o Paulo Lopes. Pouco depois, o mesmo Luisão teve uma falha comprometedora, permitindo que um adversário se isolasse, que lhe valeria o cartão vermelho se isto fosse um jogo a sério… Até ao intervalo, só um remate do Rui Fonte é que chegou ao guarda-redes. Na 2ª parte, melhorámos com as substituições, o Gonçalo Guedes foi o que mais se destacou, e tivemos algumas ocasiões para empatar (duas cabeçadas do Lisandro, nomeadamente), mas sem o conseguir. Nenhum dos reforços esteve em particular evidência, com o Carrillo novamente a jogar a passo… Fez uma ou outra abertura boa, mas (lá está) não teve que correr muito para tal…

Sente-se que a equipa ainda está à procura de adquirir ritmo e que as pernas nem sempre correspondem ao que a cabeça pensa. Com a progressiva integração dos jogadores que chegaram mais tarde por causa das selecções (Jonas e Lindelof, por exemplo), será natural que as coisas melhorem.

segunda-feira, julho 18, 2016

Algarve Football Cup

Um empate (0-0) com o V. Setúbal na 5ª feira e uma goleada (4-0) com o Derby County no sábado permitiram-nos ganhar o primeiro troféu de pré-temporada. Tem o valor que tem (o Derby é da II Divisão inglesa), mas é obviamente melhor começar a ganhar e, mais importante do que isso, depois da desgraça que foi a pré-época passada, este ano estamos aparentemente a fazer as coisas como deve ser.

Os resultados não enganam e o segundo jogo foi bem melhor do que o primeiro, em que a equipa ainda pareceu um pouco presa (o que é normal para início de época). Em ambas as partidas estivemos melhor na 2ª do que na 1ª parte, embora a diferença fosse maior frente ao V. Setúbal, o que até é curioso visto que nessa 1ª parte só o Carrillo é que não fazia parte do plantel na temporada passada. Frente ao Derby County, marcaram o Nélson Semedo (bom golo) e na 2ª parte o Rui Fonte (grande cabeçada), o André Almeida (remate em arco de fora da área) e Salvio (boa jogada de combinação com centro do Zivkovic). Ainda tivemos um golo inacreditavelmente anulado ao Salvio por pretenso fora-de-jogo, quando o argentino estava um bom metro atrás do defesa!

Destaque para o Nélson Semedo, que parece querer voltar à boa forma pré-lesão, e para o Salvio, especialmente frente aos ingleses. Dos novos jogadores, o André Horta oferece dinâmica ao meio-campo (vamos a ver se conseguirá substituir o Renato durante uma temporada inteira) e tem inteligência a jogar, o Cervi tem óptimo toque de bola, mas não sei se a sua constituição franzina consegue vingar no futebol europeu, o Benítez também me parece bom tecnicamente, o Rui Fonte fez uma óptima 2ª parte frente ao V. Setúbal e poderá eventualmente ser o substituto do Jonas, quando este não puder jogar, e o Zivkovic já fez uma assistência. Uma boa surpresa foi o defesa-esquerdo Reinildo, internacional moçambicano de 22 anos, que eu desconhecia de vez, mas que jogou bastante descomplexado. Por sua vez, o Carrillo ainda está muito lento e com pouca capacidade de reacção (já não jogava há mais de seis meses), mas já ensaiou uma ou outra aceleração.

Veremos o que nos reservam os próximos jogos, mas parece que o plantel tem mais soluções do que na temporada passada. O problema é que até 31 de Agosto ainda falta muito tempo…

quinta-feira, julho 14, 2016

Obrigado, Nico!

No dia em que fazemos o primeiro jogo de pré-temporada da época 2016/17 e apesar de já se saber disto há umas semanas, não podia deixar de fazer aqui um agradecimento público a um dos mais geniais jogadores que eu vi de águia ao peito. Seis anos não são seis meses, nem seis dias. E eu continuo a gostar de ver bons jogadores durante muitos anos no Glorioso. Porque, para além de todas as vantagens desportivas, é também muito por aqui que se passa a mística do clube. Confesso que estava com esperanças que pudesses acabar a tua carreira com a nossa camisola, mas percebo perfeitamente que tenhas querido fazer o contrato da tua vida aos 28 anos.

Ajudaste-nos a ganhar três títulos de campeão, uma Taça de Portugal, cinco Taças da Liga e uma Supertaça. E és também co-responsável por termos ido a duas finais da Liga Europa e a dois quartos-de-final da Champions. Foram 253 jogos oficiais, 41 golos e incontáveis assistências com o manto sagrado. Às vezes, exasperavas-nos com o teu lema “porquê fazer as coisas fáceis se elas podem ser difíceis?”, mas a maior parte das vezes esse “difícil” era conseguido e então tínhamos o privilégio de assistir a verdadeiras obras de arte. Rui Costa, Aimar e Gaitán. Foste um distinto herdeiro da nº 10!

Espero que voltes à Luz um dia destes para te poder aplaudir (mais uma vez) de pé (estou a torcer para que tornemos a apanhar o Atl. Madrid na fase de grupos). Muito obrigado, genial Nico! Tudo de bom para ti nesta nova aventura.

quarta-feira, julho 13, 2016

Portugal - 1 - França - 0 (a.p.)

E o impensável aconteceu! Somos campeões da Europa de futebol! O dia 10 de Julho vai sempre ser lembrado como o dia mais importante da história do futebol português. Podemos sentir maior alegria quando são os nossos clubes a ganhar (não vejo mal nenhum nisso e obviamente fiquei muito mais contente com o tricampeonato), mas a dimensão que esta conquista atingiu a nível mundial é incomparável. E a alegria que se sentiu no país (e fora dele – as imagens de Timor são incríveis) extravasa (e muito) as fronteiras do futebol. Aliás, basta perguntar a qualquer emigrante (e as televisões entrevistaram centenas deles) a importância que isto tem para a vida deles. E, podem crer, quando vivemos fora de Portugal sentimos o país de outra maneira. Não tenham dúvidas disso! Há quem prefira armar-se em racional e frio, e desvalorizar um triunfo destes. Eu prefiro celebrá-lo.

Disse a algumas pessoas antes do jogo que estava com alguma fezada para o mesmo. Logo eu, que sou um pessimista inveterado! Por três razões:
1) Porque há 12 anos éramos a equipa da casa e, contrariando todas as previsões, perdemos uma final contra a…Grécia;
2) Porque neste Europeu apresentámos um futebol muito parecido ao da… Grécia em 2004!
3) Porque há 41 anos que não ganhávamos à França e nada faria mais sentido do que quebrar este jejum numa final do Europeu em pleno… Stade de France! Ou seja, uma vitória nossa permitiria fechar um círculo quase perfeito.
(Há que dizer que só tive esta fezada, porque para todos os efeitos não era o Benfica e, se perdêssemos, o meu desgosto não seria de todo comparável ao que tive em Amesterdão e Turim, por exemplo.)

Tivemos nos minutos iniciais um bom lance do Nani, que atirou por cima, mas confesso que, quando o C. Ronaldo se lesionou aos 8’ num choque com o Payet, vi (acho que todos vimos) a coisa tornar-se muito negra. Aliás, a cara dele a olhar para o banco logo na altura não augurava nada de bom. Ainda fez um esforço para continuar, saiu duas vezes de campo, mas não dava mais e acabou por ser substituído aos 25’ pelo Quaresma, mais uma vez lavado em lágrimas. Como na final de 2004. E aqui começa a fazer mais sentido o lado verdadeiramente cinematográfico de toda esta conquista. Perdíamos o nosso melhor jogador, como é que era possível ganharmos à equipa anfitriã? A uma selecção que da última vez que derrotámos eu nem era nascido?! A nossa melhor hipótese eram os penalties, mas ainda estávamos a uma hora e meia deles! A França carregou (e bem) e o Rui Patrício foi decisivo. Para mim, foi de longe o melhor jogador da final. Aliás, não foi surpresa para mim, porque o Rui Patrício tem-me dado várias alegrias ao longo dos anos…! :-) Quatro ou cinco defesas decisivas dele e uma bola do Gignac ao poste ao minuto… 92 (eu nem queria acreditar… logo no minuto 92!) e conseguíamos chegar ao prolongamento.

Entretanto, já tinha entrado aos 78’ o Éder para o lugar do Renato Sanches. Foi a última substituição de Portugal (o Moutinho já tinha substituído o Adrien). O Éder?! Perdão, sr. Eng. Fernando Santos, o Éder em vez do Renato?! Mas o senhor está maluco? Agora deve achar que vamos ganhar o Europeu com um golo do Éder, não? Um ponta-de-lança que só tinha marcado três golos pela selecção (em jogos particulares) em 27 internacionalizações! O que é certo é que, logo desde que entrou, a bola começou a ficar mais tempo retida no nosso ataque e o homem ganhou lances de cabeça e fez boas tabelinhas. Afinal, não foi assim tão mal pensado… Mas daí a marcar o golo da vitória… Só se isto fosse um filme, não…?! O filme tornou-se realidade ao minuto 108! Que golão num remate fora da área, quase sem balanço, com o corpo todo desengonçado! Épico, épico! Até final, só faltou ao C. Ronaldo entrar em campo com as indicações que dava no banco, mas a equipa aguentou estoicamente e os franceses quase nem criaram perigo.

Quanto mais penso nisto, mais acho que somos privilegiados por termos assistido a algo deste calibre conseguido desta maneira. Só um argumentista muito rebuscado se lembraria de um guião assim: em sete jogos, só ganhar um nos 90’(!); terceiro lugar num grupo com a Hungria, Islândia e Áustria, e mesmo assim calhar no lado oposto do quadro onde estavam França, Alemanha, Espanha, Itália e Inglaterra(!), selecções que só se encontraria na final; chegar a essa mesma final perante a equipa da casa, que há quatro décadas não se conseguia derrotar, perder o melhor jogador logo no início e ganhar o jogo com um golo do jogador mais contestado e gozado dos 23! Incrível! In-crí-vel!

VIVA PORTUGAL!

quarta-feira, julho 06, 2016

Portugal - 2 - País de Gales - 0

Contra todas as expectativas, estamos na final do Euro! Estou desconfiado que só o Fernando Santos é que se levava a sério ao dizer, desde o início, que íamos à final. O que é certo é que lá estamos. Com um sorteio favorável, não há como esconder isso, mas igualmente com mérito.

No final da 1ª parte, eu disse “espero sinceramente que com o mesmo desfecho, mas os nossos jogos conseguem ser piores do que os da Grécia em 2004”. Tínhamos acabado de assistir a mais uns entendiantes 45’ de um jogo onde Portugal interveio. Na 2ª parte, lá nos consciencializámos que havia uma baliza onde era suposto meter a redondinha e ganhámos com muita naturalidade, porque somos melhores que os galeses. O C. Ronaldo marcou um belo golo de cabeça depois de um centro do Raphael Guerreiro num canto aos 50’ e três minutos depois rematou de fora da área, e o Nani desviou a bola do guarda-redes. Até final, defendemos muito bem, o País de Gales não teve praticamente oportunidade nenhuma de golo e o nosso primeiro triunfo nos 90’(!) foi mais que merecido.

O homem do jogo foi naturalmente o C. Ronaldo com um golo (igualou o Platini com nove golos em Europeus, mas o francês só necessitou de um enquanto o madeirense vai no quarto) e uma assistência (involuntária). O Bruno Alves fez a estreia para substituir o lesionado Pepe e não foi o animal do costume, sendo dos melhores em campo, assim como o José Fonte. O Danilo está em bem melhor forma do que o William Carvalho (e espero que jogue na final), que felizmente estava castigado. O Renato não fez um jogo tão bom como os anteriores, mas estava a subir quando foi substituído pelo André Gomes (que continua a jogar devagar e parado). Também gostei do Adrien.

Amanhã saberemos se iremos defrontar a Alemanha ou a França. Têm sido dois pesadelos sempre que jogámos contra eles, mas acho que preferia os alemães, porque a outra é a equipa da casa que ganhou sempre Europeus e Mundiais quando jogou no seu país.

sexta-feira, julho 01, 2016

Polónia - 1 - Portugal - 1 (3-5 pen.)

Eliminámos ontem a Polónia nos penalties e estamos nas meias-finais do Euro 2016. Mais um empate nos 90’, que desta vez se estendeu para os 120’, mas, ao contrário da partida frente à Croácia, nesta fomos superiores e a vitória assenta-nos bem.

Entrámos completamente desconcentrados e logo aos 2’ o Lewandowski inaugurou o marcador depois de um falhanço incrível do Cédric. No entanto, tivemos o mérito de não nos irmos abaixo e conseguimos a igualdade pelo Renato Sanches aos 33’ num remate fora da área, depois de uma excelente tabelinha com o Nani, que foi ligeiramente desviado por um defesa. Antes disso, pareceu-me que ficou um penalty por marcar por empurrão pelas costas ao C. Ronaldo, mas o sr. Félix Brych traz-nos péssimas recordações… A partir daqui, as equipas foram mais cautelosas e o jogo foi um longo bocejo. O C. Ronaldo falhou duas oportunidades clamorosas (uma em cima dos 90’ depois de uma assistência brilhante do Moutinho e outra já no prolongamento, em que rematou com o pé esquerdo em vez do direito), o Rui Patrício segurou o empate numa outra ocasião, mas ambas as selecções estavam mais preocupadas em não sofrer do que em marcar. Nos penalties, tivemos sorte em sermos os primeiros a marcar e todos os cinco remataram sem hipóteses para o Fabianski. Destaque para o Renato Sanches que não se coibiu de marcar (e que pontapé!) e para o penalty da vitória do Quaresma.

O Renato Sanches voltou a ser eleito o homem do jogo e mais do que justificou a titularidade, aproveitando a lesão do André Gomes. O Eliseu também substituiu em bom nível (especialmente defensivo) o lesionado Raphael Guerreiro. Voltei a gostar do Adrien a meio-campo, ao contrário do João Mário e William Carvalho, cuja lentidão é exasperante (nomeadamente deste último, mas como vai ficar de fora nas meias-finais, pode ser que a coisa melhore). O Rui Patrício esteve muito seguro e defendeu o único penalty da noite. O Pepe foi imperial e o José Fonte também esteve muito bem perante o Lewandowski.

O País de Gales, que ganhou surpreendentemente à Bélgica por 3-1 (mas de forma totalmente merecida), é o último adversário no caminho para a final. Em cinco jogos, temos quatro empates e só uma vitória. Mas estou como o Fernando Santos: é para o lado que eu durmo melhor. Não damos espectáculo, não jogamos um futebol por aí além, não conseguimos sequer ganhar nos 90’, mas estamos nas meias-finais do Europeu de futebol. E o que importa no final é isso.

sábado, junho 25, 2016

Croácia - 0 - Portugal - 1 (a.p.)

Quando todos já pensávamos que íamos a penalties, o Quaresma marcou aos 117’ e estamos nos quartos-de-final do Euro 2016. Perante o adversário mais difícil que encontrámos até agora (de longe), fizemos a nossa melhor exibição. O Fernando Santos tirou o Vieirinha, Ricardo Carvalho e Moutinho, colocando o Cédric, José Fonte e Adrien e a equipa melhorou substancialmente. Foi uma partida sem grandes oportunidades, mas tacticamente evoluímos sobremaneira em relação ao regabofe perante os húngaros.

Durante os 90’, o jogo esteve bastante fechado e uma mão basta para contar os lances de perigo das duas equipas (e ainda ficam a sobrar dedos…). Nós subimos bastante de produção com a entrada do Renato Sanches (que surpresa…!) aos 50’ para o lugar do lentíssimo André Gomes e foi dele a nossa melhor jogada, numa tabelinha com o João Mário, mas com o remate do Renato a sair muito torto. Por volta da hora de jogo, há um lance na área croata que me pareceu penalty sobre o Nani. No prolongamento, a Croácia veio para cima de nós e teve duas oportunidades flagrantes: uma saída em falso do Rui Patrício num canto só não deu golo, porque a bola bateu na cara do Vida em vez da testa e noutro cruzamento o Perisic atirou ao poste. Na resposta, fizemos o golo: arrancada do Renato desde o meio-campo, abertura para o Nani na esquerda, assistência para o único remate(!) do C. Ronaldo em duas horas de futebol, defesa do Subasic e o Quaresma só teve de encostar de cabeça na recarga (pareceu o Gaitán contra o Zenit…). Até final, ainda apanhámos um susto, mas o remate do Vida passou a rasar o poste.

Se o futebol fosse uma questão de merecimento, provavelmente não teríamos passado. Mas felizmente não é. Fomos inteligentes na abordagem à partida, os jogadores que entraram fizeram-no muitíssimo bem (mérito para o Fernando Santos) e o Renato foi considerado o homem do jogo. Iremos agora defrontar a Polónia nos quartos-de-final e espera-se que esta subida de produção seja para continuar.