origem

segunda-feira, janeiro 15, 2018

A subir

Vencemos em Braga por sábado por 3-1 e continuamos na luta pelo penta. Mantemos os três pontos de desvantagem para os lagartos (3-0 em casa ao Aves) e cinco para o CRAC, que só joga hoje no Estoril (mas vai ganhar de certeza). Esta nossa partida era essencial, porque era um campo muito difícil e qualquer outro resultado que não a vitória tornaria as coisas muito complicadas, mas demos uma excelente resposta, fazendo uma exibição muito boa e demonstrando espírito de (tetra)campeão.

O regresso do Fejsa foi a única alteração na equipa-base e o sérvio voltou em grande forma sendo o melhor em campo. Começámos muito bem a partida, com uma pressão intensa sobre o Braga que mal conseguia passar de meio-campo. A excepção foi uma boa jogada do Danilo, que fintou dois ou três nossos no meio-campo e rematou à entrada da área para uma defesa a dois tempos do Bruno Varela. No entanto, foi ao mesmo Danilo que o Jonas roubou uma bola a meio-campo, sobrando para o Cervi que progrediu no terreno e fez uma assistência brilhante para o Salvio fazer o 0-1 aos 11’. Grande jogada de contra-ataque e grande golo! Controlávamos completamente a partida, mas poderíamos (e deveríamos) ter acelerado mais no último terço, porque o Braga estava muito abananado e era uma oportunidade para alargarmos a diferença no marcador. Tivemos remates do Jonas, Grimaldo e Krovinovic, mas os dois primeiros foram defendidos pelo Matheus e o último saiu muito ao lado.

Confesso que estava apreensivo para a 2ª parte, porque era expectável que o Braga subisse de produção e o jogo estava naturalmente em aberto. No entanto, voltámos a entrar bem e tivemos uma grande oportunidade pelo Jardel de cabeça ao poste num canto, na sequência de um lance em que o Jonas foi derrubado na área quando se preparava para saltar, mas nem o Sr. Artur Soares Dias, nem o VAR consideraram falta (não tivemos a sorte do Bas Dost frente ao V. Setúbal...). Pouco depois, fizemos um contra-ataque muito bom, com o Grimaldo a conduzir a bola desde o meio-campo, mas a ficar sem forças no final com um remate fraco e à figura. O Braga tinha mais posse de bola, mas não conseguia criar grandes oportunidades, exceptuando um remate cruzado do Ricardo Horta bem defendido pelo Varela. Aos 64’, alargámos finalmente a vantagem quando o Jonas abriu para o André Almeida na direita, que cruzou de volta para o Jonas marcar de cabeça. Outro golão! O jogo deveria ter ficado decidido, caso o Varela não desse um frango de todo o tamanho aos 75’, ao sair em falso e a não ter tempo de voltar para a baliza depois do cabeceamento em chapéu do Paulinho. No minuto anterior, o Jonas tinha dado lugar ao Jiménez, mas era o Braga quem estava por cima, com o André Almeida a cortar providencialmente uma jogada de perigo e um cabeceamento num canto a sair por cima. O Grimaldo marcou muito mal um livre e a dois minutos do fim tivemos uma oportunidade flagrante, com o Jiménez isolado a disparar um míssil que deve ter feito mais um buraco na lua. Falhanço inconcebível! No entanto, já em tempo de compensação (91’) demos o golpe de misericórdia, com nova assistência do Cervi na esquerda para o Jiménez marcar em pontapé de moinho outro golo muito bonito.

Em termos individuais, o Fejsa foi um gigante em campo e perdi o número às bolas que recuperou. Outro em grande destaque foi o Cervi com duas assistências para golo. O Jonas continua a picar o ponto em todos os jogos e a ser absolutamente essencial para toda a nossa manobra atacante. O André Almeida também fez uma assistência e foi praticamente inultrapassável na defesa. O Salvio marcou um golo numa bela jogada, esteve globalmente bem, mas num lance na 2ª parte, ainda com 0-1, falhou um centro muito fácil para o Jonas que só teria de encostar. Foi pena. O Krovinovic confirma-se como o motor do nosso meio-campo. O Jiménez não pode falhar isolado daquela maneira, mas compensou pouco depois com o golo. Quanto ao Bruno Varela, fez um par de defesas importantes, mas errou clamorosamente num lance que não pode acontecer. Eu tenho pena de dizer isto, porque até tenho simpatia por ele, mas temos de considerar seriamente a hipótese de contratação de um guarda-redes que seja consistente (se não nesta, para a próxima época), porque com ele estamos sempre sujeitos a um lance destes, que pode significar a diferença entre ganharmos ou não.

Demos uma resposta muito boa nestes dois jogos fora no Minho. Para a semana, na Luz, defrontaremos o Chaves, que não perde há uma série de jogos. Ainda por cima, não teremos o André Almeida, que levou o quinto amarelo. Toda a concentração é pouco, porque não temos margem de manobra.

segunda-feira, janeiro 08, 2018

Consistente

Vencemos o Moreirense em Moreira de Cónegos (2-0) e terminamos a 1ª volta a três pontos da lagartada (5-0 em casa ao Marítimo) e a cinco do CRAC (4-1 em casa ao V. Guimarães). Foi uma vitória justa, que deveria ter sido por números mais avolumados, numa exibição bem agradável que deu continuidade à da do meio da semana.

Com o castigo do Fejsa, a entrada do Samaris foi a única alteração em relação à recepção aos lagartos. Entrámos bem na partida e, em duas bolas paradas, os centrais Jardel e Rúben Dias tiveram duas oportunidades de cabeça, mas a do primeiro foi à figura do guarda-redes e a do segundo saiu ao lado. No entanto, a grande chance foi pelo Jonas que isolado frente ao guarda-redes Jhonatan (a grafia do nome de alguns brasileiros é fascinante!) permitiu a defesa deste por duas vezes! Aos 23’, marcámos finalmente num toque de calcanhar do Cervi para o Jonas, que já dentro da área descobriu o Pizzi solto no lado oposto e este rematou de primeira, parecendo, no entanto, que o guarda-redes poderia ter feito melhor, já que a bola não foi com particular força nem muito colocada. Logo a seguir, boa jogada do Krovinovic pela esquerda, centro atrasado e remate do Pizzi de primeira com o pé esquerdo para boa defesa do Jhonatan. Até ao intervalo, baixámos um pouco o ritmo, mas tivemos uma óptima oportunidade num centro rasteiro do André Almeida, depois de ser bem desmarcado pelo Salvio, com o Cervi a chegar atrasado por muito pouco.

Na 2ª parte, entrou o Keaton Parks para o lugar do lesionado Samaris. Com um golo de vantagem, sem os dois trincos do plantel e com a adaptação de um jogador que não tem muita experiência na equipa principal (e é mais 8 do que 6), confesso que estava muito apreensivo para os segundos 45’. As coisas poderiam ter sido mais fáceis logo desde o reinício, se o Jonas tivesse conseguido marcar o golo do campeonato, num chapéu quase de meio-campo que o guarda-redes defendeu para canto. Pode ser que à terceira (já frente ao Belenenses, uma bola semelhante foi ao poste) seja de vez! O Moreirense entrou mais pressionante e teve uma grande ocasião de cabeça, ainda nos primeiros 10’, que permitiu ao Bruno Varela fazer a defesa do jogo. A partir daqui, conseguimos reequilibrar as coisas a meio-campo, com o Keaton Parks a dar muito boa conta do recado, e o Jonas ia prosseguindo a sua série de desperdícios muito inabituais: um remate já na área, depois de uma tabelinha com o Krovinovic, permitiu uma boa defesa ao guarda-redes (embora tenha saído um pouco à figura), e outro com o pé esquerdo em excelente posição, depois de uma assistência do Cervi, saiu muito frouxo. Aos 73’, entrou o João Carvalho para o lugar do apagado Salvio e no minuto seguinte roubou a bola a um defesa, assistiu o Jonas e este finalmente marcou, depois de ter brilhantemente fintado um adversário. Até final, nada de mais relevante se passou.

Em termos individuais, o Krovinovic foi dos melhores e a bola sai sempre redonda dos seus pés, até porque o Pizzi, apesar do golo, ainda continua longe da sua forma e a desacelerar muito o nosso jogo. O Jonas precisou de um número pouco habitual de oportunidades para marcar, mas este resultado tem a sua marca indelével com um golo e uma assistência. O Salvio, depois da boa exibição de 4ª feira, baixou muito de rendimento e, no lado oposto, o Cervi demonstrou a sua capacidade de luta, continuando a fazer uma boa parelha com o Grimaldo. Os centrais estiveram muito seguros e o Bruno Varela foi muito importante com aquela defesa na 2ª parte. O André Almeida é de uma regularidade salutar e o Samaris acabou só por fazer meia parte devido à lesão. Como já referi, o Keaton Parks voltou a impressionar-me, porque sabe estar em campo, lê muito bem o jogo e os adversários, e passa sempre com critério. O João Carvalho foi brilhante no 0-2 e definitivamente merece jogar mais tempo. O Jiménez entrou já muito perto do final.

Para a semana, iniciar-se-á a 2ª volta com a ida a Braga. Vai ser um jogo fundamental, porque os bracarenses estão apenas a três pontos e nós já não temos margem de manobra para os dois da frente. Muito do nosso futuro no campeonato (o único futuro que temos esta época...) vai passar por esta partida.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Inglório

Empatámos com a lagartada (1-1), continuamos a três pontos deles, mas ficámos a cinco do CRAC que ganhou em Santa Maria da Feira (2-1). Numa partida em que tínhamos de ganhar para os igualar na classificação, acabámos por conseguir o empate muito perto do final, minimizando assim aquilo que seria uma injustiça quase ao nível desta.

O Rui Vitória apostou no regresso do Rúben Dias para colmatar a ausência do Luisão e o resto da equipa foi a esperada. O jogo começou equilibrado, mas foi a lagartada a adiantar-se no marcador aos 19’ na sua primeira oportunidade de golo: lance pela esquerda, remate enrolado do Coentrão, a bola sobe e o Gelson de cabeça bate o Bruno Varela. Até ao intervalo, um remate desviado e defendido pelo Varela, e um lance do Gelson que atirou por cima em boa posição constituíram os momentos de perigo para a nossa baliza. Quanto a nós, a partir do golo sofrido fomos para cima deles praticamente até final do jogo. O Jardel teve uma cabeçada na pequena-área milagrosamente salva sobre a linha pelo Piccini, o Krovinovic atirou com estrondo à barra e o Jonas teve um remate na sequência de uma boa combinação com o Krovinovic que merecia melhor sorte. Já deveríamos a estar a ganhar e chegávamos ao intervalo a perder...
 
Para a 2ª parte, tinha o receio de já termos tido o nosso melhor período, quando criámos todas aquelas oportunidades no primeiro tempo. Puro engano! Poderíamos bem ter substituído o Varela, porque a lagartada praticamente não existiu em termos atacantes. O Rui Vitória começou a fazer alterações mais cedo que o costume e o Jiménez entrou para o lugar do Pizzi aos 56’, o que nos balanceou ainda mais para o ataque. O Jonas teve dois remates interceptados, que por pouco não enganaram o Patrício, o mesmo Jiménez teve um remate de primeira em boa posição que saiu ao lado e outro que ia para a baliza, depois de uma excelente jogada individual do Jonas, mas que foi também cortado por um defesa, e o Coates ia fazendo autogolo ao cortar um centro do entretanto entrado Rafa para o lugar do Fejsa aos 72’, numa opção de grande risco do Rui Vitória. E o risco foi mesmo total aos 81’, quando o João Carvalho substituiu o Rúben Dias e nos fez jogar com três defesas e sem trinco! O João Carvalho teve um remate em arco de fora da área, que criou igualmente bastante perigo e aos 90’ chegávamos finalmente ao MERECIDÍSSIMO golo: penalty indiscutível do Battaglia, que cortou com a mão um remate do Rafa e o Jonas não falhou, atirando rasteiro para o lado esquerdo do Rui Patrício (que não se mexeu, esperando uma bola ao centro da baliza, como o Jonas vinha marcando muitos dos penalties ultimamente). Apesar de ter consultado o VAR mais do que uma vez e das substituições todas, o Sr. Hugo Miguel só deu quatro minutos(!) de compensação, mas mesmo assim ainda criámos perigo por mais duas vezes, num remate de bicicleta do Jiménez que saiu um pouco ao lado e num centro do Rafa que passou o Patrício e foi cortado por um adversário. O jogo terminava com um enorme sentimento de injustiça, o que aliado à nossa grande exibição fez com o público se despedisse dos jogadores com um ensurdecedor aplauso e o pedido do 37.
 
Em termos individuais, os extremos fizeram um jogão: tanto o Salvio como Cervi foram incansáveis a defender e brilhantes a atacar. O Krovinovic abriu o livro na 2ª parte, depois de na 1ª as coisas não terem estado perfeitas. O Jonas lá quebrou a malapata de não marcar aos lagartos, depois de meia dúzia de remates, e o Jiménez mexeu muito com o nosso ataque quando entrou. O Pizzi voltou a passar muito ao lado do jogo e sinceramente acho que precisava de passar uns tempitos no banco, até porque o João Carvalho entrou bem e já merecia ser mais utilizado. Quem também entrou muito bem foi o Rafa e pode ser que finalmente tenha decidido começar a justificar a sua (tão cara) aquisição. Neste tipo de jogos, o André Almeida é sempre um pêndulo e a corda nunca parte por ele, tal como o Fejsa, apesar de se perceber que este não está na sua melhor forma. O resto da defesa não esteve mal, com o Rúben Dias e o Jardel a controlarem bem o Bas Dost. O Grimaldo voltou a demonstrar as suas virtudes a atacar e os defeitos a defender. O Bruno Varela teve muito menos trabalho do que o esperado.
 
Nos dois próximos jogos vamos fora (Moreira de Cónegos e Braga) e veremos se a melhor exibição da época tem continuidade. É bom que tenha, porque assim estaremos mais perto de ganhar e cinco pontos de atraso deixa-nos com pouca margem de manobra para errar.
 
P.S. – Se existe vídeo-árbitro é para assinar lances milimétricos e o golo da lagartada é precedido de um fora-de-jogo do Acuña, muito difícil de ver no campo, mas que, peço imensa desculpa, tem que ser assinalado pelo VAR! Assim não o fez o Sr. Tiago Martins e não se percebe porquê. Houve três lances de grande dúvida na área da lagartada, de possível mão na bola, mas foram todos decididos para o mesmo lado: no do Coentrão já vi imagens em que parece que bate na cabeça e noutras no braço, no do Piccini a mesma coisa, mas com o peito, e no do William o braço bate mesmo na bola. Como disse o Rui Vitória, veremos até final do campeonato o nível de coerência neste tipo de decisões.

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Ano Novo

Que 2018 nos traga o penta! (Até porque não nos pode trazer mais nada...!)

domingo, dezembro 31, 2017

Empates

Empatámos na passada 6ª feira em Setúbal (2-2) na 3ª e última jornada da fase de grupos da Taça da Liga. Depois de percursos brilhantes nas épocas passadas, em que só não chegámos às meias-finais na primeira das dez edições anteriores, este ano nem uma vitória conseguimos! Se o percurso na Champions foi vergonhoso, numa escala (obviamente) diferente, este também não lhe fica atrás.

Vindos das férias do Natal, o Rui Vitória não rodou os titulares e apostou numa equipa secundária para este jogo. Se o derby correr bem, foi genial, caso contrário, será crucificado. Digo desde já que acho esta opção de não os utilizar muito arriscada, mas veremos… Nem entrámos mal na partida, com o Rafa a mostrar-se mais empenhado que em jogos anteriores, mas em nove minutos (30’ e 39’) sofremos dois golos de bola parada, pelos centrais Vasco Fernandes e Pedro Pinto. No primeiro, o Svilar bateu no poste e teve que ser substituído uns minutos depois pelo Bruno Varela, que teve uma saída em falso na sua primeira intervenção da qual resultou o segundo golo. Confesso que temi o pior, porque mesmo sendo uma equipa de não-titulares uma derrota pesada deixa sempre mossa.

No entanto, a 2ª parte foi completamente diferente para melhor. Claro que o inenarrável Filipe Augusto ainda isolou o Gonçalo Paciência, mas o Varela redimiu-se do golo e saiu bem aos pés do avançado e evitou o 0-3. Aos 52’, aconteceu o momento do jogo: boa abertura do Rafa, domínio fabuloso no ar do João Carvalho, finta perfeita sobre um defesa e assistência para o Seferovic só ter que encostar. Que golão! Aos 58’, um canto curto do Zivkovic encontrou a cabeça do Rúben Dias para fazer a igualdade. Até final, ainda tivemos oportunidades pelo Seferovic (boa abertura do Eliseu, domínio excelente do suíço, mas remate ao lado) e Jiménez Seferovic (boa abertura do Douglas, mas remate completamente falhado do mexicano), porém o resultado não se alterou.

Com o Gabriel Barbosa a já nem regressar das férias no Brasil, o Douglas e o Filipe Augusto também podem voltar para lá. O Samaris faz sempre jogos horríveis quando não joga com os titulares e o Eliseu também esteve uns furos abaixo. O Rafa começou bem (teve uns quantos domínios de bola impressionantes), mas foi decaindo ao longo do tempo e fica sempre a ideia de que é um desperdício de talento. O Zivkovic desaproveitou igualmente a oportunidade, apesar da assistência para o segundo golo. Quem não se percebe porque é que só em Dezembro começou a ter (e ainda por cima poucas) oportunidades é o João Carvalho. O lance do primeiro golo não engana e não temos muitos médios a conseguir fazer uma jogada daquelas. Com o Pizzi muito longe da sua melhor forma, a sua pouca utilização é um mistério que eu gostaria de ver esclarecido.

No próximo dia 3, recebemos a lagartada na Luz. É um jogo decisivo que vai influenciar o resto da nossa época. Qualquer que seja o resultado. Duvido muito que consigamos o penta se não o ganharmos.

segunda-feira, dezembro 25, 2017

Feliz Natal

Os meus desejos habituais de um Glorioso Natal (como me disse uma grande amiga minha, que seja mais Glorioso do que o Glorioso tem sido ultimamente) a todos os que seguem este blog.

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Deplorável

Empatámos com o Portimonense (2-2) na Luz para a Taça da Liga e estamos em sérios riscos de sermos eliminados ainda antes da última jornada do grupo (basta o V. Setúbal ganhar ao Braga)! Ou seja, é bem provável que entremos em 2018 só com o campeonato para jogar. Nós… que temos limpo quase todas as competições em Portugal nos últimos quatro anos!

Quando aos 53 segundos(!) o Jonas inaugurou o marcador e o Lisandro aumentou a vantagem para 2-0 aos 33’, toda a gente estava longe de pensar que o resultado seria o que foi. Ainda por cima, porque nós trocámos poucos jogadores em relação a Tondela e o Portimonense fez exactamente o contrário e alinhou com uma série de suplentes. Na 2ª parte, os algarvios marcaram também cedo (47’) e a 6’ do fim. E não se pode dizer que o resultado tivesse sido injusto. À semelhança da Taça de Portugal, o Rui Vitória resolveu inovar ao colocar o Seferovic ao lado do Jonas a 9’ do fim e tirando o Pizzi. Quer dizer, jogamos em 4-3-3 a maior parte do tempo e perto do fim, quando se antevia um assalto final do adversário, desfazemo-lo e alinhamos com Keaton Praks (que já tinha substituído o Samaris!) e Krovinovic no meio-campo… Brilhante…! 

Não vou obviamente fazer destaques individuais a mais este péssimo resultado, numa triste despedida de 2017, vou só dizer o seguinte: se dependesse de mim, eu marcaria um treino para a tarde de dia 23 e outro para a manhã de 26. Perante a vergonhosa campanha nas competições a eliminar desta época, nenhum dos jogadores teria tempo para ir para o seu país de origem.

segunda-feira, dezembro 18, 2017

Retoma

Goleámos em Tondela (5-1) e demos uma excelente resposta à eliminação da Taça de Portugal a meio da semana. Depois da segunda desilusão da época, este jogo era fundamental não só por isso, mas também para chegar ao derby da próxima jornada em condições de alcançar a lagartada (que ganhou 2-0 ao Portimonense), que continua a três pontos (o CRAC só recebe hoje o Marítimo).

Só com a alteração do Lisandro no lugar do lesionado Luisão, a 1ª parte foi totalmente nossa, excepto nos minutos iniciais em que o Tondela teve a única ocasião de perigo, com um lance parecido com o segundo golo do Rio Ave na 4ª feira, mas desta feita felizmente com menos pontaria do avançado. Às costas do Fejsa, que limpava o meio-campo todo, o Krovinovic dava cartas e fez uma abertura fantástica para a direita, para o André Almeida acertar um centro para os pés do Pizzi, que rematou por entre as pernas do guarda-redes e inaugurou o marcador. Estávamos no minuto 17 e o melhor jogador da época passada finalmente regressava aos relvados, cinco meses depois do início da temporada. Praticamente não deixávamos o Tondela passar de meio-campo e fizemos o 0-2 aos 26’ numa boa jogada pela esquerda, com excelente centro do Grimaldo para a concretização de cabeça do Salvio, sem levantar os pés do chão. Em cima do intervalo, já em tempo de compensação, acabámos com o jogo ao fazer o 0-3 num bis do Pizzi, depois de uma combinação atacante brilhante, com uma assistência em chapéu do Salvio para o nº 21 rematar de primeira sem hipótese para o guarda-redes, Cláudio Ramos.

Com o jogo decidido, entrámos a dormir na 2ª parte e o Tondela encostou-nos no nosso meio-campo. O que valeu é que só durou 10’, mas mesmo assim por duas vezes o Bruno Varela teve de se aplicar para que o adversário não marcasse. Aos 60’, acabámos com as veleidades do Tondela ao marcar o quarto golo pelo Jonas, num canto estudado, em que o Grimaldo marcou rasteiro para a marca do penalty, com o brasileiro a não falhar. Já é a segunda vez esta época que marcamos um golo assim, depois de anos consecutivos a tentá-lo. Aleluia! Como o derby é já na próxima jornada e o Fejsa já tinha visto um amarelo, a meio da 2ª parte entrou o Samaris. Aos 76’, o Krovinovic fez um passe muito à queima para trás, o Jardel não tem pique por estes dias, e o Heliardo ficou isolado sobre a esquerda, rematou cruzado, o Varela ainda defendeu, mas a bola sobrou para o Tyler Boyd, que só teve que encostar. Sofrer um golo irrita-me sempre, ainda para mais num jogo destes e desta forma! No entanto, dois minutos depois, o Salvio fez nova abertura genial para o Pizzi, que assistiu o Jonas no centro da área para fazer o 1-5. Bis do brasileiro a alargar a sua vantagem nos melhores marcadores para cinco golos. Até final, ainda deu para o Rui Vitória poupar o André Almeida, que estava tapado por amarelos.

Como toda a equipa esteve muito bem, não é fácil fazer destaques individuais. O Jonas e o Pizzi merece-no, porque dois golos são sempre dois golos e, especialmente, no caso do português são os primeiros da época! Também gostei bastante do Lisandro, que é bom que esteja em forma, porque vai ser necessário nos próximos jogos perante a indisponibilidade do Luisão. O Fejsa tal como disse, foi grande no meio-campo e o Krovinovic torna-se cada vez mais influente. Um dos jogadores que (incompreensivelmente) tem muitos anticorpos entre os adeptos, o Salvio, foi igualmente dos melhores, com um golo e participação activa noutros dois. Tomar de ponta um jogador tetracampeão pelo Benfica é algo que nunca me deixará de espantar...! O Cervi na esquerda foi o lutador habitual e complementa-se muito bem com o Grimaldo.

Até final de 2017, seguem-se dois jogos da Taça da Liga que deveria ser a competição menos importante, mas com a vergonhosa participação na Champions e a eliminação inglória na Taça da Portugal passou a ser o segundo objectivo da época. Principalmente por isso, mas também porque o derby é já 3 de Janeiro e é preciso manter a confiança em alta, será fundamental atingirmos final four desta competição em Braga.

quinta-feira, dezembro 14, 2017

Rui Derrota

Perdemos em Vila do Conde frente ao Rio Ave por 2-3 (a.p.) e fomos afastados da Taça de Portugal logo nos oitavos-de-final. Depois da mais vergonhosa participação europeia da nossa história, exigia-se que disputássemos as competições nacionais até ao fim. No entanto, ainda nem chegámos ao Natal e já só temos o campeonato e a Taça da Liga. A época está a caminho de ficar memorável, mas não pelas melhores razões…

Com a mesma equipa que derrotou o Estoril, entrámos muito bem na partida e durante a 1ª parte dominámos totalmente o Rio Ave. De tal modo, que deveríamos ter chegado ao intervalo com uma vantagem superior à que tivemos. Tivemos uma bola ao poste de um defesa do Rio Ave (seria autogolo) e um remate do Salvio em muito boa posição, mas que saiu ao lado. No entanto, aos 36’ marcámos mesmo num golão do Jonas, com um remate de primeira sem deixar a bola cair depois de um centro do André Almeida.

A 2ª parte começou pessimamente, com uma perdida de bola incrível do Cervi perto da nossa área que resultou no empate logo aos 47’ pelo Lionn. Foi pena, porque o argentino até estava a ser dos melhores, mas é um erro crasso. Assim como aos 62’ houve outro erro difícil de entender, quando o Rúben Ribeiro, perante quatro(!) jogadores nossos, consegue ter espaço e tempo para armar um remate em arco que virou o resultado. I-N-A-C-R-E-D-I-T-Á-V-E-L!!! Não baixámos os braços, respondemos bem, a entrada do Jiménez para o lugar do inenarrável Pizzi melhorou imenso o nosso jogo e tivemos um penalty indiscutível por agarrão ao Jonas aos 83’. Infelizmente o Cássio correspondeu com uma magnífica defesa ao remate forte do mesmo Jonas. O Zivkovic já tinha entrado para o lugar do Cervi e o momento que definiu o jogo deu-se pouco depois: o Rui Vitória colocou o Seferovic no lugar do Grimaldo. Mas já lá vamos a isto… Aos 86’, conseguimos fazer a igualdade pelo Luisão, na sequência de um canto bem marcado pelo Zivkovic e desviado pelo Jardel ao primeiro poste. Já no tempo de compensação, o Luisão magoou-se e teve que sair. Ficámos a jogar com 10 durante todo o prolongamento, com a maioria dos jogadores fora do lugar e era óbvio que o terceiro golo era só uma questão de tempo: aconteceu logo aos 94’ pelo Guedes num lance em que o Seferovic (que estava a extremo-esquerdo!) o colocou em jogo. Até final, ainda tivemos uma grande oportunidade pelo Seferovic, mas o Cássio correspondeu com uma óptima defesa. Mesmo com dez e só com quatro desses no seu lugar de origem (Bruno Varela, Jardel, Fejsa e Jonas), criámos muitos calafrios ao Rio Ave. Imaginemos com 11…

Não vou fazer destaques individuais, vou antes dedicar o resto do tempo com o momento que nos fez perder o jogo: a entrada do Seferovic para o lugar do Grimaldo. Ora bem, será ninguém avisou o Rui Vitória que o jogo tinha prolongamento?! Será que nunca passou pela cabeça do Rui Vitória que, mesmo que marcássemos, jogar mais 30’ com três pontas-de-lança e sem defesa-esquerdo era muito arriscado, e iria inevitavelmente desequilibrar a equipa?! Será que o Rui Vitória não viu que até nem estávamos a jogar mal, mesmo depois de sofrermos o 2-1, estávamos a criar oportunidades e a remeter o Rio Ave para o seu meio-campo?! Será que o Rui Vitória acha que é obrigatório fazer as três substituições?! Será que o Rui Vitória não percebe que o Grimaldo é melhor defesa-esquerdo que o Zivkovic e que o Zivkovic é melhor extremo-esquerdo que o Seferovic e que, portanto, andar a colocá-los fora do lugar com (desejavelmente, como veio a acontecer) 30’ para jogar é simplesmente… estúpido?! (Como se viu durante o prolongamento, em que o Seferovic tem pelo menos dois centros para trás da baliza, quando estava em óptima posição e com colegas no meio para servir…!) É que o Rui Vitória bem pode dizer que a lesão do Luisão desequilibrou a equipa, mas isso só aconteceu por culpa… dele! Aquela substituição não lembra ao Diabo! Eu levei logo as mãos à cabeça, porque não era muito difícil ver-se no que ia dar. Estou perfeitamente convencido de que 11 para 11 ganharíamos. E isso teria acontecido se o Rui Vitória tivesse deixado uma substituição para fazer no prolongamento. Porque, e vou voltar a repetir isto, até nem estávamos a jogar mal depois de estarmos em desvantagem e teríamos mais 30’ para fazer! Foi uma decisão incompreensível que nos custou a eliminação de uma forma inglória e portanto o culpado é só um: Rui Vitória.

Veremos como a equipa vai reagir no próximo domingo em Tondela a este desgaste físico e emocional. Ainda por cima, certamente que não vamos ter o Luisão. E escusado será dizer que não temos nenhuma margem de manobra para abébias.

domingo, dezembro 10, 2017

Regresso aos triunfos

Vencemos ontem o Estoril na Luz por 3-1, mas como os ouros dois também venceram (a lagartada 3-1 no Bessa e o CRAC goleou 5-0 em Setúbal) manteve-se tudo igual na frente do campeonato, connosco a três pontos de ambos.

Perante o último classificado, que trocou recentemente de treinador (saiu o Pedro Emanuel, entrou o Ivo Vieira), e depois do vergonhoso descalabro europeu, havia alguma expectativa de como a equipa iria reagir. Entrámos relativamente bem no jogo, com uma clara oportunidade logo no início num disparate do Moreira, que o Pizzi não aproveitou. Todavia, inaugurámos o marcador aos 13’ numa boa arrancada do Krovinovic, que um adversário tentou cortar, mas acabou por isolar o Cervi na esquerda e este centrou para o lado oposto, onde o Salvio só teve que encostar. Cinco minutos depois (18’), o mesmo Salvio isola-se na direita pouco depois do meio-campo, progride quase até à linha e centra para o meio, onde o Jonas também praticamente só teve que encostar para fazer o 2-0. A perder por dois golos, o Estoril avançou no terreno e começou a criar-nos alguma dificuldades. O Bruno Varela largou uma bola fácil, felizmente sem consequências, mas começou a sobressair pouco depois, com uma óptima defesa num remate cruzado. No entanto, em cima do intervalo, na mesma jogada em que o Fejsa fez penalty (escusado), o Estoril reduziu para 1-2 num magnífico cabeceamento do Kléber, que se antecipou ao Jardel. Desde 17 de Setembro (há quase três meses!) que o Estoril não marcava um golo.

Este golo transformou um jogo praticamente ganho numa incerteza que se alargou à 2ª parte e o que que é certo é que foi o Varela a impedir a igualdade numa fantástica intervenção logo no reinício, num lance em que a bola ainda ressalta no André Almeida. Nós voltávamos a imprimir velocidade ao jogo e a defesa muito subida do Estoril abria grandes crateras nas costas. E foi numa jogada rápida de combinação que o Krovinovic voltou a colocar a partida a salvo (59’), noutro desvio dentro da área depois de um centro do Cervi na esquerda. Dez minutos depois, ainda apanhámos um susto com o Estoril a reduzir, mas o vídeo-arbitro viu (e bem) que o Kleber tinha empurrado a bola com o braço. Até final, ainda tivemos uma ocasião soberana do Cervi, com o Moreira fora da baliza a defender de cabeça(!) um remate do argentino.

Em termos individuais, destaque para o Salvio (um golo e uma assistência), para o Krovinovic, cada vez mais preponderante no nosso jogo atacante, e para o André Almeida, que raramente perdeu um lance e terá feito um dos seus melhores jogos de sempre pelo Benfica. O Cervi na esquerda esteve mais discreto, mas tem uma capacidade de luta praticamente inesgotável. O Jonas continua a facturar como se não houvesse amanhã e, na defesa, o Luisão mostra-se imperial como sempre. Quanto aos menos, menção quase obrigatória para o Pizzi, que continua completamente fora dela.

Olhando para a tabela classificativa, foi um jogo menos tranquilo do que se poderia pensar. Mostrando a espaços bom futebol, principalmente na 1ª parte, ainda não conseguimos fazer com que ele durasse 90’. No entanto, conseguimos a vitória que era fundamental. Na próxima 4ª feira, teremos um dos jogos da época, com a ida a Vila do Conde para a Taça de Portugal. Depois daquela eliminação vergonhosa na Europa, é obrigatório estarmos nas decisões das provas nacionais.

quarta-feira, dezembro 06, 2017

Humilhação histórica

Perdemos com o Basileia (0-2) na Luz e fizemos o pleno na Liga dos Campeões deste ano: seis jogos, seis derrotas! Mais: 1-14 em golos! Eu repito: 1-14 em golos! Apenas meio ano depois de conseguirmos o inédito tetra, voltamos a entrar na história pelos piores motivos. E não é só numa história, é em várias histórias.

Não vou estar com falinhas mansas e ODEIO o politicamente correcto, portanto cá vai: o que se passou este ano na Liga dos Campeões é a maior vergonha desportiva da nossa história! Esqueçam os 0-7 em Vigo, os 0-5 na Supertaça com o CRAC, os 1-7 com a lagartada, todos os (felizmente poucos) resultados destes que tivemos. Porque eles são apenas isso mesmo: resultados pontuais. Acontecem. Agora, em seis jogos não fazer um único ponto, marcar somente um golo (segundo o que ouvi na rádio, o Dínamo Zagreb foi a única equipa a não marcar nenhum golo numa fase de grupos), tornar-se a pior equipa portuguesa e o pior cabeça-de-série de sempre da competição, não é apenas um resultado pontual. É algo que nos deve envergonhar a todos. Porque nós somos o que somos graças à história. Não é por termos ganho um campeonato que somos a maior equipa portuguesa. É por termos ganho 36. Portanto, não podemos desprezar nem desvalorizar a história. Da mesma maneira que não o fazemos quando corre bem, também não o devemos fazer quando corre mal. Porque a história (ao contrário do que alguns acham), não se apaga.

E o que se fez ontem foi precisamente desvalorizar a história. Isto não era a Taça da Liga para andar a rodar a equipa. Era a Liga dos Campeões que todo o mundo vê. Eu já nem falo do 1,5M€ de prémio de vitória. Porque o lucro não me interessa enquanto adepto. Ninguém vai para o Marquês comemorar a venda do Renato Sanches por 35M€ ou os lucros do relatório & contas. Interessam-me as vitórias, os títulos e o prestígio do Benfica. E nada disto foi acautelado este ano. A equipa que o Rui Vitória apresentou, somente com dois titulares (Jardel e Pizzi), foi logo um indício que defender o nosso prestígio era algo que não nos assistia, como diria o outro. Sofremos um golo aos 5’ (Elyounoussi) e outro aos 65’ (Oberlin), e em ambos o Douglas foi um espectador privilegiado (a propósito, quem é que foi descobrir esta abécula?!). Pelo meio fomos tentando, mas com muita falta de jeito e um empenho q.b.

Acho bem que toda a estrutura do Benfica se mentalize que só há uma maneira de compensar esta humilhante participação: o penta. Isto não é um desejo, nem uma vontade. É uma exigência para amenizar esta nódoa indelével em 113 anos de gloriosa história. QUE VERGONHA!

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Na luta

Empatámos em Mordor (0-0) na passada 6ª feira e mantivemo-nos a três pontos do CRAC, que agora tem a companhia da lagartada (1-0 ao Belenenses) no 1º lugar. Para o futebol que tínhamos vindo a demonstrar até há bem pouco tempo, não foi um mau resultado e esteve em consonância com o que pretendíamos, porque jogámos a maior parte do tempo para não perder. No entanto, e percebendo que estávamos no estádio que maiores dificuldades nos tem criado ao longo da história, se mostrássemos um pouco mais de ambição não teria feito mal nenhum.

O Rui Vitória manteve a equipa que goleou o V. Setúbal e entrámos muito bem no jogo, surpreendendo o CRAC. O Jonas teve logo no início uma grande oportunidade de cabeça, mas o José Sá conseguiu defender. A 1ª parte não teve assim grandes oportunidades de golo em nenhuma das balizas, porque os (poucos) remates acabaram por ser interceptados ou saíram com má direcção. Para quem estava à espera que fôssemos massacrados, os planos saíram furados, até porque o jogo foi muito repartido.

A 2ª parte foi diferente, porque nós nunca conseguimos sair a jogar como na 1ª. O que implicou que o CRAC passasse muito mais tempo no nosso meio-campo e criasse mais oportunidades. O que nos valeu foi que o Bruno Varela se assumiu como um dos melhores em campo e foi defendendo (às vezes, a dois tempos) o que lhe apareceu à frente, nomeadamente remates do Brahimi e Marega. O Rui Vitória percebeu que estávamos a perder o meio-campo e fez entrar o Samaris para o lugar do inoperante Pizzi. As coisas melhoraram um pouco e a cerca de 15’ do fim entrou o Zivkovic para o lugar do Cervi. Finalmente conseguimos esticar o jogo e a área do CRAC deixou de ser um one man’s land. No entanto, o sérvio viu dois amarelos em apenas 2’ e a parte final do jogo foi muito difícil para nós, valendo-nos a falta de pontaria do Marega em dois lances em que só tinha que encostar.

Em termos individuais, grande jogo do Bruno Varela, que terá ganho uma segunda vida depois do erro clamoroso do Bessa. Neste momento, a baliza é mais que dele. Os centrais Luisão e Jardel também estiveram bem, especialmente este último cujas últimas exibições vinham sendo uma desgraça. O André Almeida raramente compromete nos jogos grandes, mas do outro lado o Grimaldo esteve péssimo, tendo sido responsável por duas das grandes oportunidades falhadas pelo Marega. O Fejsa subiu em relação a partidas anteriores, ao contrário do Pizzi que continuou a revelar uma pobreza franciscana (se protestou com alguém pela substituição, espero que tenha sido com ele próprio!). O Krovinovic foi dos melhores na 1ª parte e na 2ª pertenceram-lhe as nossas grandes oportunidades, especialmente uma em que, depois de um ressalto, ficou isolado, mas permitiu que o José Sá lhe saísse aos pés e evitasse o golo numa altura em que já estávamos com dez. Nas alas, o Cervi e o Salvio lutaram bastante, mas não se mostraram muito em termos atacantes. O Jonas fartou-se de levar pancada, mas passou muito ao lado do jogo. O Samaris foi importante ter entrado para segurar o meio-campo que estava perdido na altura e o Jiménez na parte final foi a nossa primeira linha da defesa. A última palavra é para o Zivkovic: estivemos à beira de ter um novo Carlos Martins. Independentemente da justeza ou não do primeiro cartão, ter aquela entrada já sabendo que estava amarelado revela uma acefalia gritante! Espero que tenha um mês de multa no ordenado! Jogadores muito talentosos, mas que se esquecem do cérebro em casa quando vão para o campo não servem. É bom que ele perceba isso, senão adeusinho e boa viagem! Estou convencido que sem aquela idiotice se calhar ainda poderíamos ter ganho o jogo, porque estávamos a conseguir apanhá-los em contrapé. Além disso, as grandes oportunidades do CRAC surgiram só depois da expulsão, pelo que o sérvio acabou por ter sorte por não se ter tornado o responsável pelo nosso afundanço. 

Mesmo a jogar um futebol muito sofrível, o que é certo que que chegamos a Dezembro, já com a ida a Mordor, a três pontos do 1º lugar. O que nos leva a pensar que, se melhorarmos um bocado, podemos chegar mais além. Como infelizmente fomos corridos da Europa, temos mais que obrigação de nos concentrar no penta.

P.S. – O Sr. Jorge Sousa exibiu uma dualidade de critérios gritante, especialmente a nível disciplinar. O Felipe é um herdeiro muito competente de animais como o Bruno Alves ou o Paulinho Santos e é inacreditável que tenha chegado ao fim do jogo sem nenhum cartão. Mesmo assim, o CRAC está farto de ladrar com um suposto golo mal anulado, num lance em que o Grimaldo é ensanduichado e não consegue saltar à bola (sim, não há fora-de-jogo, mas o árbitro também já tinha apitado logo no primeiro remate), e com uma bola que bate na perna do Luisão, mas eles querem à força toda que seja braço. Dizem eles que foram “roubados”...! A sério...?! Quem mesmo falar em roubos na casa deles...? Vamos lá, então, recordar isto pela enésima vez, porque, ao contrário do que eles fazem no seu próprio museu (com uma foto onde a Carolina Salgado deixou de aparecer), a história não se apaga: um, dois, três e, o meu favorito, quatro.

quinta-feira, novembro 30, 2017

Obrigado, Imperador!

Na passada 3ª feira, dia 28 de Novembro, um grande senhor do futebol mundial despediu-se do Benfica. Obrigado tudo nestes 3,5 anos, grande Júlio César! Foi uma honra ter-te vestido com a nossa camisola, assim como sabemos que foi uma honra para ti vesti-la. Esperamos-te cá em Maio para receberes a medalha do penta!

 

terça-feira, novembro 28, 2017

Podcast Benfica FM

Já conheço o Nuno há vários anos e foi com o maior prazer que estive ontem à conversa com ele no seu excelente podcast Benfica FM. Subscrevam-no!

segunda-feira, novembro 27, 2017

Goleada imprevista

Vencemos ontem o V. Setúbal por 6-0 e reduzimos a diferença para o CRAC para três pontos, devido ao empate deles (1-1) na Vila das Aves, mantendo o ponto de desvantagem para os lagartos (ganharam em Paços de Ferreira por 2-1). Depois de selarmos a eliminação das competições europeias, com a pior prestação de toda a nossa história e o estabelecimento de um recorde negativo (nunca uma equipa do pote 1 tinha chegado à 5ª jornada da Champions com cinco derrotas), havia curiosidade de como reagiríamos a esse facto e ao empate do CRAC no dia anterior. E a resposta foi boa, embora não nos devamos deslumbrar com o resultado dilatado.

O Rui Vitória manteve a aposta no Bruno Varela, relegando o regressado Svilar para o banco. Julgo que será pelo facto de o Varela ter mais experiência e aproximar-se o decisivo jogo em Mordor para a semana. De resto, a equipa esperada com a entrada do Cervi para o lugar do Diogo Gonçalves, que nem no banco se sentou. Entrámos bem na partida, marcando logo aos 7’ pelo Luisão na sequência de uma assistência de cabeça do Jardel, depois de um livre do Pizzi. Pensei que iríamos fechar a loja, à semelhança dos jogos anteriores, mas felizmente isso não aconteceu. O V. Setúbal tentou responder, mas sem nos ter criado as dificuldades da semana passada para a Taça. Mesmo assim, teve uma boa oportunidade pelo Gonçalo Paciência, cortada in extremis pelo André Almeida depois de o Jardel ter sido muito mal batido em velocidade pelo Costinha. Pouco depois, foi o mesmo Jardel a cabecear num canto para boa defesa do Cristiano. Aos 39’, aumentámos a vantagem para o 2-0 no centésimo golo do Jonas pelo Benfica: canto do Pizzi na direita e entrada fulgurante do brasileiro. Conseguíamos dois golos na 1ª parte, coisa raramente vista este ano. As coisas tornaram-se ainda mais fáceis, porque em cima do intervalo o Nuno Pinto rasteira o Luisão e vê o segundo amarelo. Num dos últimos lances, ainda atirámos uma bola ao poste, numa cabeçada do Jonas.

A 2ª parte não poderia ter começado melhor com o 3-0 aos 48’ pelo Salvio, depois de nova assistência do Pizzi. O único remate do V. Setúbal neste período resultou de um erro do Fejsa que atrasou mal uma bola, mas o Varela defendeu a tentativa do Gonçalo Paciência. Aos 66’, o Jonas bisou num grande remate à meia-volta, depois de um centro do Salvio ter embatido num defesa e o André Almeida ter dado de cabeça para trás, descobrindo o brasileiro na área. Dois minutos depois, fizemos o 5-0 pelo André Almeida, desmarcado exemplarmente pelo Jonas, numa recarga a uma tentativa de assistência dele próprio, que tinha sido cortada por um defesa. O Zivkovic, que tinha entrado à hora de jogo para o lugar do amarelado Grimaldo (nunca fiando, porque Mordor aproxima-se), fez uma jogada genial pela esquerda, passando por vários adversários, mas o Seferovic (que tinha substituído o Salvio) deveria ser multado, porque falhou um remate fácil à meia-volta, que tornaria este um dos golos do ano. Aos 87’, fechámos o marcador pelo Zivkovic num frango inacreditável do Cristiano.
 
Em termos individuais, vários destaques: para o Jonas pelo bis e para a assistência para o golo do André Almeida; para o Pizzi, que finalmente deixou de ser corpo presente no relvado desde o jogo da Supertaça; para o Krovinovic, especialmente pela 1ª parte, onde foi o jogador que imprimiu mais velocidade ao nosso jogo; e para o capitão Luisão, regressado aos golos para o campeonato mais de 2,5 anos depois e inultrapassável na defesa. O Zivkovic entrou muitíssimo bem e, de facto, não se percebe porque tem jogado tão pouco. O Diogo Gonçalves foi bom enquanto durou, mas vá lá crescer mais um bocadinho, porque a diferença para o Cervi e Zivkovic é enorme nesta altura. O Samaris também veio dar outra dinâmica à equipa, fazendo uma série de passes a rasgar para a frente e é incompreensível que o Rui Vitória ache que o Filipe Augusto é melhor do que ele...! O Bruno Varela não teve grande trabalho, mas terá uma prova de fogo para a semana. Quem me continua a parecer muito longe do seu melhor é o Jardel, que foi batido nalguns lances de forma patética e para a semana terá de se haver com o Aboubakar...
 
Foi uma das melhores exibições da época, mas temos que colocar as coisas em perspectiva: quando se passa um jejum enorme, qualquer pedaço de pão parece opíparo. Na próxima semana, teremos uma noção mais exacta de quanto valemos nesta altura, porque passámos do (menos) 8 de 4ª feira para o 80 de ontem. É fundamental não perder o jogo em Mordor, mas uma vitória seria um rombo muito grande na confiança deles e poderia virar o campeonato.